Como encontrar propósito de vida cristão | Igreja Peniel SP
Sente que perdeu o propósito? Descubra como a história de Moisés revela que Deus usa até o deserto…
Sente que perdeu o propósito? Descubra como a história de Moisés revela que Deus usa até o deserto para costurar uma nova história na sua vida.
Tem momentos em que a gente olha para a própria vida e não consegue enxergar para onde está indo. Não é falta de inteligência, nem de esforço — é uma sensação de vazio que nenhuma conquista parece preencher. Se você está buscando como encontrar propósito de vida cristão, saiba que essa pergunta é mais antiga do que parece, e a resposta que a Bíblia oferece é muito mais concreta do que um versículo emoldurado na parede.
Foi exatamente sobre isso que o pastor Mateus ministrou em um culto recente na Igreja Cristã Peniel, localizada no Parque Edu Chaves, em São Paulo. A mensagem partiu de uma pergunta simples
“o que você vai fazer com o que você tem hoje?” — e foi tecida com honestidade, histórias reais e uma das narrativas mais poderosas do Antigo Testamento: a vida de Moisés.
Antes de chegar ao texto bíblico, o pastor trouxe um dado que para muita gente vai soar familiar: uma pesquisa de Harvard mostrou que 58% dos jovens adultos relatam ter pouco ou nenhum senso de propósito. E o dado mais impactante é a frase que muitos deles repetiram na pesquisa: “Eu não sei qual é o significado da minha vida.” Se você já sentiu isso, você não está sozinho — e essa mensagem foi feita para você.
Uma das primeiras coisas que o pastor Mateus trouxe foi algo que muita gente prefere evitar: nós somos um reflexo do nosso passado. Não para ficar presos nele, mas porque ignorar as feridas que carregamos é exatamente o que nos impede de avançar.
Ele contou sobre um momento delicado com a própria filha, que teve uma crise de pânico na escola. Ao conversar com ela, não havia como suavizar a dor: a mãe tinha ido embora, isso era fato. Mas a pergunta que ficou no ar mudou tudo: “O que você vai fazer com isso agora?” Não como uma cobrança, mas como um convite para transformar a dor em movimento.
Isso é diferente de fingir que está tudo bem. O pastor deixou claro que todos nós já sofremos algum tipo de perda — financeira, afetiva, psicológica. E que carregar isso sem lidar é como tentar costurar um tecido rasgado por cima, sem remendar por dentro. O resultado nunca vai ter firmeza.
O texto-base da mensagem foi Êxodo 3:1-5, e ele chegou carregado de sentido para quem sente que errou demais para ainda ter um futuro:
— Êxodo 3:1-2
Moisés não era qualquer pessoa. Era um hebreu criado no centro do poder egípcio — a maior potência da época — treinado nas melhores ciências, na lei, na guerra. Mas ele era um homem dividido: carregava a cultura de quem oprimia o seu próprio povo. E quando agiu por impulso, matando um egípcio para defender um hebreu, fugiu. De príncipe a pastor de ovelhas no deserto.
O que o pastor destacou aqui vai fundo: “Para que Deus possa agir em nós, ele precisa que você seja exatamente ninguém.” Não porque Deus quer nos humilhar, mas porque é no esvaziamento que a gente para de depender das próprias forças e começa a depender Dele. O deserto não é o fim — é o lugar onde a verdadeira identidade é formada.
A metáfora mais marcante de toda a mensagem veio de uma memória afetiva simples: a avó do pastor era costureira. E ao lembrar dela, ele enxergou Deus.
Costurar significa unir pedaços. E é exatamente isso que somos: um juntado de experiências, dores, alegrias, traumas e conquistas. Retalhos. E Deus, o costureiro, pega esses pedaços com agulha, linha e molde, e diz: “Agora quem guia a sua vida sou eu.”
Há um detalhe que o pastor trouxe com carinho: quando a linha entra na agulha, passa pela saliva. Aquele gesto humilde e íntimo da costureira — o bálsamo, como ele chamou — é a imagem do cuidado de Deus conosco. Ele não costura com pressa. Ele costura com amor.
E quando eramos, Deus não joga o tecido fora. Ele aparece com a tesoura para cortar o excesso, o que ficou solto sem ser resolvido, e recomeça a costura. A mensagem é direta: “Você precisa se desprender de tudo aquilo que você foi.”
Tirar as sandálias, como Deus pediu a Moisés diante da sarça, não é só um gesto religioso. É a imagem de deixar para trás os caminhos que você trilhou com suas próprias forças — os erros, as identidades que não eram suas, os muros que você construiu ao redor de si mesmo com medo de ser julgado.
O pastor compartilhou que viveu isso na própria pele: quando decidiu baixar a guarda e parar de fingir que era invulnerável dentro da própria comunidade, em vez de julgamento, recebeu amor. “Em vez de eu receber julgamento, eu recebi amor.”
A aplicação prática é essa: você não precisa ter tudo resolvido para começar. Você não precisa ter certeza de qual é o seu propósito antes de dar o próximo passo. O que Deus pede é que você se coloque à disposição do Costureiro — e deixe que a nova história comece a ser escrita por Ele.
É uma imagem de deixar para trás os caminhos trilhados com a própria força. Deus pede que Moisés esqueça o passado para que uma nova história possa começar.
Somos feitos de retalhos — dores, alegrias e erros. Deus é o costureiro que une esses pedaços com cuidado e propósito, formando algo novo a partir do que parecia quebrado.
O deserto de Moisés mostra que o esvaziamento não é o fim. Quando a gente para de depender das próprias forças, abre espaço para Deus agir e revelar um propósito maior.
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